Deita, fecha os olhos e descansa. Se for preciso, depois que estiveres leve o suficiente, feche os olhos de novo e descanse uma vez mais.
Não te culpes! Não te julgues pela demora que tua alma pede. 
Precisamos de vez em quando desse tipo de ociosidade; de preguiça.
Os dias passam e teu corpo, e tua alma se sobrecarregam. Sem que percebas, teu fardo aumenta com tudo o que acumulas sem exigir. Então tenha o teu tempo, tua retirada de tudo e todos.

Faça as pazes com tua alma e tua mente. 
Então levantes! Mas não só o teu corpo, mas tua cabeça e teu espirito. Alimente teu respeito e amor próprio. Sua humildade e paciência valerão ouro. 
Não deixem que duvidem da tua trajetória ou de teu passado. Tua história é tua história. Tua dor é tua dor. Tua memória é tua memória. Não importa de que forma tu expões ou lidas com tudo isso. Ninguém tem nada a ver ou se quer opinião suficientemente valorosa para negar o que é teu.
Te desprenda de destinos, promessas e migalhas que de vez ou outra a vida lhe traz, e conforme-se com tua caminhada e teu espaço. 
Depois de tudo isso em mente, sentirás todo cansaço e peso te aliviar o corpo.
Então só vá e faça os teus dias da melhor forma que lhe cabe, pois eu, assim, já não tenho mais nada a lhe dizer.
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Quão valioso são aqueles cinco minutos de tristeza que fazem a vida mudar.
Tudo pode ser ou não ser nesse pequeno meio-tempo.
A gente joga ao vento tudo que nos pesa, prende e encurrala com uma simples erguida de mão. A gente sente a pele queimar com um pouco de sol fraco depois de tanto tempo escondido, fechado… E a gente descobre o quanto isso é bom, leve… simples.
Se eu soubesse que tudo fica bem, tão pouco me preocuparia com aquele passado que se fez um presente tão dolorido há cinco minutos atrás.
Quem precisa mais que cinco minutos pra sorrir, chorar, cantar, dançar ou até mesmo lembrar de viver?
Limpar a alma com um lapso de tempo é a melhor forma de se livrar de toda sujeira do passado; de minutos atrás.
E que à partir de agora, esse tempo que assim vem depois desses cinco minutos, se torne eterno.

Convenhamos nós,
que saudade e boa memória
não combinam.

Que não me falte nunca
algumas noites tristes
e boa música de violão.
Alguns amores perdidos
– às vezes sim…
Daqueles de uma noite só!
Por que não?
Que nunca eu fique assim,
total sem problemas; entediado!
Que graça teria,
mesmo que numa bebida,
sentar num buteco
– com bons amigos,
e não reclamar da vida!?

Vem, serenata!
Vem, música calma!
Sou todo descaso e bem esperto para uma criança.
Sou errante nas ruas,
Perdido no tempo.
Canta-te solidão!
Arranhe os braços de quem tanto te quer.
Já não tenho vergonha, susto ou frio.
Os copos cheio de noites me chamam.
As bocas vazias de palavras me beijam!

Quê quero mais eu?
Sou o espaço entre o tempo e o espaço… A valsa dos dedos trêmulos!
Sou a raiz da árvore seca enjoada de tanta água.
Ah! Quanta maldade se cria dentro de um sorriso, que mesmo sorrindo, eu deliro.
Só me dê tempo então.
Me dê tempo para esquecer como se esquece.

Eu joguei na mesa
– como jogo de baralho aberto,
Todo esse meu silêncio.
Já não penso que qualquer movimento, esquiva, seja o suficiente.
Estou cansado… Exausto até.
E pela primeira vez eu não quero ter que agir após vasto pensamento.
Eu só pus meu barco de papel na beira na calçada esperando a chuva chegar.

É que eu não sou capaz de me arrepender.
… pois é!
Ainda não tive dor suficiente.
Ainda não.

Eu, de tantos amores rasgados,
já não me entrego àquele pouco
que de vez em quando,
a vida me traz.
É que eu não sou forte,
nem tão menos pequeno.

Eu só faço os dias com meio sorriso.
Você vê?
É que eu não sou capaz de crescer.
… simples, não?

Me lembro que um dia eu soube que toda criança não tem coração.

Venta-te, calmaria!
É por ti a que tanto espero.
Como agora eu não te roubaria
Se ainda há um pouco de desespero?

Passa! Passa sem deixar rastros.
É assim que marcas,
nas deixas de teus passos,
o teu sorriso tão simplório!
Quem sorri de volta,
se envergonha em não ser notado.
Neste andar
só sobra espaço de um sorriso só.

 

Há quem diga que sou frieza.
Que me conhecem por inteiro
e na metade do que aparento ser.
Há quem corra a meu encontro.
Às vezes se cansa,
tão menos alcança
o que quero esquecer.
Então me escondo,
finjo não conhecer
quem tanto diz me entender.
Pois sou o engano;
a pouca vontade de crer
nas promessas
de quem um dia
– de mãos fechadas
me fez.

“Esperança e fé são a morte da alma.”

‎”Quem muito amor dá, acaba ficando sem.”

 

Ela voa, voa como ela só!
Êta criança louca,
que assim vai muito leve
e voa sem parar.
Ela voa, voa sem ter dó.
Arrasta aquele salto alto
na areia fina;
pinta a noite de vermelho.
Esfarela corações enquanto
bebe seu gole de perdão.
Ela voa, voa ainda que chora.
Quem não chora?
Ela é criança e não tem coração!
Quem tem coração?

Em quantos destinos já
[antes não andei?
De versos em versos cantados
e vielas passadas,
risquei meu nome em
[cantos quaisquer.
Já novo,
ou inapto ainda,
quase alcancei estrelas apagadas.
Num alcance distante para
braços curtos;
pequenas mãos,
pulei ao encontro deste
ou aquele amor.
Vulgarizaram!
Empoeiraram tais amores
dentro de arcas de liberdade.
E as chaves destes simples perfeitos,
vi serem jogadas ao chão
por pessoas iguais.

‎”Já não tenho o peso da posse
nem tão menos a preocupação de cuidar.
Eu me pertenço, me liberto e me renovo a cada dia,
que de longe eu quero ser dono de algo.”

So, let’s talk to the moon, girl!
Let’s dancing around mars.
Go and touch the sun
and fly with the stars.
Forget about the life
or about your dream.
I’ll be your knight
and you’ll be my queen.
The sky is yours,
not of god!
Catch these fuck’n clouds!
Can you see? I’m nodding!
We are the reason,
we are the only ones!
Time is just a season
and the ending comes.

Difícil ainda é entender, mesmo depois de tantos e tantos anos, depois de séculos de sofrimento, morte e pensamentos medievais,
pessoas ainda se pendem e contemplam a imagem de um homem crucificado, sangrando e de esperança, diga-se de passagem, vã. Contemplam aquilo da qual não fizeram parte, e sentem-se aliviadas, pois tal sofrimento é devido à um débito de pecados que ninguém cometeu.
E o mais triste, é que ainda sinto pena daquele homem, pois mesmo com o rosto de maior expressão possível de dor, as pessoas aindam dizem o quanto aquilo foi lindo. Lindo? Por favor… Sinônimo de vida não é a dor pendurada numa cruz; não é o passado desenhado nas folhas “sagradas” ou esculturas feitas a mão suja.
Está mais que na hora de aprenderem a dignificar a si mesmo. Contemplem tuas famílias,
tuas conquistas pessoais, teus amigos e tua saúde. Veja o mundo com a beleza que ele oferece sem a dor alheia estampada em todo canto.
Tenho a certeza, de que aquele homem, se hoje tivesse a consciência ainda viva, se sentiria envergonhado, ou até mesmo arrependido, por tanta gente ainda chorar pela sua dor. Tenho certeza, que nem se quer pensou ele ou pediu isso. E o pior é que dizem uns, que ele trouxe a palavra de paz. Ótimo, acredito que sim. Mas só me diga, que paz é essa? Essa que vocês sentem toda noite antes de dormir após um dia de desrespeito consigo mesmo e com todos a sua volta? De rebaixamento e negação do orgulho próprio como ser humano? A paz em ver tua família chorando pelo seus erros? A paz em pensar que é a morte do pobre homem que trará a salvação para suas vidas, enquanto teu prato tem comida e do teu “irmao” não? Ou aquela paz de poder orar e agradecer sem ao menos pensar em como pagar? Que paz medíocre é essa? Se gabam de seus ensinamentos religiosos, quando ao menos tentam pô-los em prática e se satisfazem só em dizer o nome de deus, esperando que no fim, o paraíso estará lá, de braços abertos esperando gente como vocês.
Não venho, de longe, tentar se quer mudar a fé de ninguém, mas me perdoem, eu sinto pena daquele homem, não por ter sofrido ou sangrado, mas por vocês. Pois se a história for essa mesmo, de que ele morreu por cada um de vocês, me perdoem, você nunca vão pagar essa dívida.

 

Londres, 03 de abril de 2012.

I thought that I was the reason
and much more than all this.
I was right,
‘cause now, it’s just a season
of a long way
and one cold kiss.

Se pensas em mim,
somente pensa e nada digas.
Não coloque meu nome em meio ao todo.
O todo não me agrada;
não me agrada o igual.
Não me agrada essas vozes graves
[sem harmonia.
Que não cantam na hora de cantar.
Que de belo nada dizem.
Que em atraso se calam com cessar.
Mas se não pensas em mim,
então tudo ficará como está.
Você lá,
eu cá da margem deste rio
que jamais muda seu rumo.
O rio é bravo.
O rio corre; tem orgulho.
E desse igual,
podem até gritar em chamar…
Mas sempre será você lá, eu cá!
Pois não haverá nenhuma voz
capaz de me fazer atravessar.

Quem diz que ama, se engana.

Vem saudade…
é a saudade que lá de longe vem!
Vem espreita, calada
e coberta de razão.
Me encurrala toda fria
no canto da parede
sem pedir licença
e já me abrindo a mão.
Me puxa com leveza
pra levar-me assim,
voando, flutuando, sorrindo
pra perto de ti.
Não digo um não
e nem se quer
[peço explicação.
Só me calo diante da clareza,
que com toda certeza,
vou ficar no chão.

 

Você vê? Meus pés estão sorrindo. Estão orgulhosos por terem conseguido chegar aonde agora estão. Nāo foi preciso fé, deuses, e nem anjos alados para os carregarem. Foi só preciso força e coragem e um passo.
Você vê? Eles estão felizes!
E eu estou com eles…

Grato! Grato a ti, corpo!
Grato a ti, mente.
Tanto sei o quanto vale
cada sentimento.
Posso eu chorar,
machucar, sorrir
ou a saudade apertar.
Aproveito cada qual
assim como devido milagre.
Como demasiado humano,
sou a pureza da natureza.
Sou a embriaguez do coração
e quase sempre a liberdade estampada.
Se abraço a solidão,
é porque me tenho!
Tenho a mim,
meu corpo e minha mente.

Dê-me a tua mão,
Bela vida minha.
Pois é o coração
Que assim caminha
Bem leve; rendido
E assim calejado.
Já tão agredido
Que chora calado.

Eu tenho nas mãos
tantas migalhas de vida.
Daquelas tristes vidas
que se desfazem pelos amores.
E por apreço, tanto apreço,
não ei de limpá-las.

[palavra do dia;

recomeço

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