Que ataque amnésia nos pensadores,
e acabe a filosofia neste instante.
Que eu julgue a capacidade dos eternos amores
para que eu não viva em desilusão constante.
 
Que se cale o sol sem lágrimas expostas,
e todas as estrelas forcem um adeus; vão embora.
Que eu perca todas as promessas – pequenas propostas –
para que ninguém me culpe como a ti em noutrora.
 
Era fácil no começo,
era eterno toda hora.
O que você fez, pouco me importa; esqueço-me.
Como seus beijos, jogo-os fora.


É do simples que se faz o perfeito;
é pelo perfeito que ela chora.
Que acabe os cantos dos anjos – seja eterno leito –
pois nada mais há de dar certo agora.

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