Amigo, lembra você o dia
em que meu choro se misturou ao teu?
No dia em que era mais que certo
a tua despedida?
Senti – na primeira vez –
o peito doer ao deixar
um irmão partir.
Irmão que nunca tive,
mas o acaso da vida me deu.

Amigo! Lembra você o dia
em que a minha caída,
meu desânimo surgiu
e você como um pai, me repreendeu?
E numas poucas palavras,
disse o que nunca numa vida inteira,
alguém havia dito.
E logo, senti o peito queimar
ao deixar um pai partir.
Pai que nunca tive
mas o acaso da vida me deu.

Amigo! Pode o tempo passar,
a distância aumentar
que isso só fará
a nossa amizade crescer.
Sei que não sou o melhor dos amigos,
mas um dia vou poder ser metade
do que você é;
chegar na metade de onde você chegou.
E você vai se orgulhar em dizer
que também é meu amigo.

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