Ali no cantinho
esquecido; largado
mora o pobre violão.
Fica quietinho, isolado,
implorando pra ser tocado
o pobre violão.
E tarde da noite,
– no sono perturbado -,
se toca, o homem grita desacordado;
descabelado: – Menino, olha que horas são!
E mais uma vez é deixado de lado
sonhando em ser tocado
o pobre violão.

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