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Eu vi, assim, dois pingos de chuva apostando corrida no vidro da janela do ônibus. Uma disputa convicta, dura e lerda. Com esforço, os pingos deslizavam, rolavam. O engraçado é que ambos estavam pra chegar no fim, na linha de chegada. E sem mais nem menos, se uniram e viraram um pingo só.
Aí pensei: “Isso é que é espírito esportivo”.

 

 

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Hoje, este canto do mundo chora.
São os doze pequenos que se vão
e deixam o gosto da inconformidade.
Partem sem se despedirem
ou se quer deixarem um sorriso
[último.
A mãe chora,
o povo grita;
Assim se fez.
Quantos deuses são precisos
para vigiar este mundo?
Quantas lágrimas mais farão
o nome do teu reino?
Estes são teus filhos?
Estes são tua semelhança?
Hoje, este canto do mundo chora.
As mãos tremem
e os olhos se fecham.
Esperanças mortas a queima roupa.
Que se faça o luto
ou quantos minutos de silêncio
forem precisos…
Quem vai consertar?
Os filhos deste solo
não tem se quer a mãe gentil.
Que seja negra a nossa bandeira
até tudo ter seu fim.
Até este canto de mundo
nunca mais precisar chorar pelos
teus filhos;

teus pequenos.

 

 

sete de abril de dois mil e onze

 

 

Eu fujo assim, de mansinho,
sem que percebas
ou sinta falta.
Não quero estragar teu sonho,
ofuscar o teu sorriso
ou quem sabe te acordar.
É assim então que vou-me.
Rasgo o dia sem deixar vestígios
ou pouco rastro.
Caminho sobre teu peito
nas pontas dos pés.
Tão leve, tão suave
que não sentes o meu peso.
Pois só assim não vou te machucar.
Mesmo que a vontade
de olhar pra trás me tente.
Mesmo que eu pense em forçar
um ruido pra escandalizar,
eu não o faço.
Eu só vou…
e vou…
e vou…
vou…

[palavra do dia;

recomeço

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