You are currently browsing the monthly archive for Agosto 2011.

I just feel better

When you leave me away.

Throw to wind my letter

For you never hear what I say.

Descansa este corpo cansado, senhora.
Deita esta alma doída.
Teu corpo é esperado
no fim dessa valsa vivida.
Foste tu a poesia mais bela
que este vento egoísta já soprou.
És mãe da mãe deste filho
[que agora chora a tua despedida.
Ah, Dona Hilda…
O teu abraço marcaste meu corpo
logo na minha única e primeira vinda.
Agora, vá tu como quem já fizeste o suficiente.
Vá para não mais aqui estar.
Pois é lá do longe que agora sinto
[este teu sorriso:
o mais puro e singelo sorriso
que este olhar vermelho já pode tocar.
Sê agora o que sempre foste
e tanto me encantou:
A minha única, amada e querida…
Dona Hilda.

Hoje este peito se aperta e sofre
por perder a primeira pessoa
mais querida da vida.
Ah, se meus olhos pudessem dizer o quanto
sinto por não poder se quer ver pela última vez
este semblante tão acolhedor.
Sinto agora e pra sempre sentirei a tua falta.
Descansa em paz…

De teu neto, Rafael Meck
29 de junho de 2011 –  22:23

Deste fim de mundo tão grande,
pensou eu só na rua sem saída.
Ah, quanta saudade arde na alma!
Aqui, mesmo assim com tanta beleza,
não me agrada mais que meu pobre jardim.
Eu volto! Volto sim.
Mas fujo denovo,
pois só assim a rua sem saída lembra de mim.

Toda beleza, por mais que seja digna de ser contemplada, será sempre ofuscada, desprezada, enquanto houver a raiva ou o ódio.

Não que eu…

“Não que eu tenha me esquecido de amar,
mas foi por exagerado amor que o amor se foi.
Foi pelas atitudes que a calmaria me bateu
e me fez refletir que nem tudo vale a pena.
Que nem tudo tem destino e o destino não nos acorrenta.
O acaso rege o mundo e não há força nenhuma capaz de mudar.

Não que eu tenha deixado a simplicidade de lado,
mas às vezes a gente esquece o valor
de toda simplicidade e acaba valorizando o inútil.
Esquece quão aconchegante é um abraço, e se esquece de abraçar.
Quão perfeito é um sorriso, e se esquece de sorrir.
Mas lembro-me bem das lágrimas,
e talvez tenha sido elas o motivo de tal esquecimento.

Não que eu tenha voado menos!
É que minhas asas às vezes se cansam,
e meus braços não conseguem carregar.
O peso é muito e me prende ao chão.
Sim! Eu queria estar lá no alto,
mas não gostaria de levar ninguém; só encontrar.

Não que eu tenha me esquecido das promessas,
eu simplesmente as deixei.
Deixei com que se fossem e não mais prometi.
Prometer me faz cansar; choro quando não posso cumprir.
Acaba com meu sonhar.

Não que eu tenha abandonado as orações.
As exigências eram grandes e as explicações não convenciam.
Destruía aos poucos minha essência;
mentiras não me enganam mais.
E não dá para esperar algo dos céus
quando não se consegue voar para buscar.

Não que eu tenha deixado tudo pra trás,
eu somente não tinha forças para abraçar o mundo.
O amor próprio me consumiu e me fez andar;
andar e ver o peso do silêncio como loucura.
Pobre de mim se fosse lúcido nesse mundo de loucos.

E… não que eu tenha me esquecido o gosto da companhia,
eu simplesmente descobri o doce sabor da solidão.”

Rafael Meck

Como pode?
Assim, do tão longe,
me fazer sofrer?
Feito flor do teu cabelo,
eu me lancei ao vento
pra não sentir este teu sorriso,
e não mais me vestir
desta vontade de ser teu.
Ah, condenei-me.
Na força de uma só foto,
de uma só letra,
esta alma grita.
Tenta, em teus sonhos,
te buscar para os meus.
Não encontra força
para se quer falar
[como caí neste inferno sem volta.
Como pode?
Assim, ser a beleza
e meu desespero?
Eu que neguei toda
forma de sentir,
congelei este coração.
Arrasto estas correntes frias
que teus pedidos me trazem.
Não posso… não dá.
Sou fraco agora.
Sou o erro agora.
Sou o corpo estirado pra você deitar.
Mas eu gosto de você…
Como gosto.
E sei que tudo isso,
ainda… vai passar.

E eu vou me arrepender de cada palavra deste poema…

Esta lua que agora me acorda,
é a mesma que suspira em tua janela.
Prometo-te! Mandarei a ti o meu sorriso por ela.
Espere a noite chegar e pegue-o e abrace-o.
Mas não te esqueças de me mandar o teu de volta.
É que é só assim que eu consigo dormir.
Eu vou.

Vou toda noite vou te esperar, lua.

Tenho tantas poesias medrosas, desajeitadas. Elas, como bicho do mato, aparecem com a cabeça curiosa atrás da porta e somem. Se negam em ter cores e se escondem para eu não poder escrevê-las.

Elas não são, nem de perto, como as flores de Fernanda, que se mostram para me fazer sorrir.

O que nos faz crescer é ter a consciência de tudo aquilo que nos faz mal, nos oprime e desanima. É saber também que poucos estão preocupados ou cientes disso. E no desprendimento desses fardos, você descobre que você só pode ter você, mais ninguém.

É que uma metade de mim é saudade.
A mais limpa e singela saudade.
E quer saber?
A outra também.

Percebo que muitos do que confessam amor, estão eles,

sem dúvida, enganados ou mentindo.

Ah! Eu sei. Sei de verdade!

Eles estão perdidos e tão longe de entender tal sentimento…

Pode gritar! Meus passarinhos estão sempre acordado; não vão se incomodar.
Pode gritar! Não chegue de mansinho… Eles adoram uma visita, eles adoram você.

A solidão é a maior virtude para quem sabe ter.

[palavra do dia;

recomeço

[visitas;

  • 6,802 visitas;

[twitter;

[Agenda;

Agosto 2011
D S T Q Q S S
« Abr   Set »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031