Como pode?
Assim, do tão longe,
me fazer sofrer?
Feito flor do teu cabelo,
eu me lancei ao vento
pra não sentir este teu sorriso,
e não mais me vestir
desta vontade de ser teu.
Ah, condenei-me.
Na força de uma só foto,
de uma só letra,
esta alma grita.
Tenta, em teus sonhos,
te buscar para os meus.
Não encontra força
para se quer falar
[como caí neste inferno sem volta.
Como pode?
Assim, ser a beleza
e meu desespero?
Eu que neguei toda
forma de sentir,
congelei este coração.
Arrasto estas correntes frias
que teus pedidos me trazem.
Não posso… não dá.
Sou fraco agora.
Sou o erro agora.
Sou o corpo estirado pra você deitar.
Mas eu gosto de você…
Como gosto.
E sei que tudo isso,
ainda… vai passar.

E eu vou me arrepender de cada palavra deste poema…

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