Descansa este corpo cansado, senhora.
Deita esta alma doída.
Teu corpo é esperado
no fim dessa valsa vivida.
Foste tu a poesia mais bela
que este vento egoísta já soprou.
És mãe da mãe deste filho
[que agora chora a tua despedida.
Ah, Dona Hilda…
O teu abraço marcaste meu corpo
logo na minha única e primeira vinda.
Agora, vá tu como quem já fizeste o suficiente.
Vá para não mais aqui estar.
Pois é lá do longe que agora sinto
[este teu sorriso:
o mais puro e singelo sorriso
que este olhar vermelho já pode tocar.
Sê agora o que sempre foste
e tanto me encantou:
A minha única, amada e querida…
Dona Hilda.

Hoje este peito se aperta e sofre
por perder a primeira pessoa
mais querida da vida.
Ah, se meus olhos pudessem dizer o quanto
sinto por não poder se quer ver pela última vez
este semblante tão acolhedor.
Sinto agora e pra sempre sentirei a tua falta.
Descansa em paz…

De teu neto, Rafael Meck
29 de junho de 2011 –  22:23

Anúncios