Hoje, mesmo sendo e não sendo tarde, já é o dia em que começo a buscar só o que me faz bem. E percebi que para encontrar tudo o que me agrada, é preciso me desprender de muitas coisas; aquelas que me fazem mal, desagradam. Coisas como: lugares, manias, atitudes, conceitos e até pessoas. Eu sei, não que seja fácil se desvencilhar de tudo isso. Não que pessoas sejam descartáveis ou atitudes somem num piscar de olhos, mas é preciso tentar. Quero hoje o mínimo de preocupação ou desgosto. Não quero mais a decepção por esperar aquilo que não vem de mim. Não quero ter e perder. O que não é meu, me agrada em ser assim, e por isso levo comigo a conformidade de que muitas dessas coisas também já se desprenderam de mim. Há pessoas das quais eu não faço falta ou parte de sua vida. Tudo bem, estou aqui para isso. Essa é a graça da situação. O jogo funciona assim. E aos poucos eu sei que vou vivendo, construindo, destruindo, rasgando, sentindo e aprendendo. Pois o caminho é longo de mais para uma vida muito curta. E ninguém caminha ou se quer chega muito longe com as costas carregadas de tudo o que não faz bem.

E eu sei.
Eu chego lá…

 

 

 

Rafael Meck
Londres, 8 de novembro de 2011

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