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Eu sou assim,
de espírito livre.
Eu tenho a benção
e a permissão da vida.

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Eu pouco me importaria
se agora o mundo acabasse.
Eu pouco teria,
se parar pra pensar,
pouco a me arrepender.
E o melhor, é?
Que se paro para pensar,
um segundo se quer,
eu me acabaria em risos.
Em fundos risos
para dizer:
– E você?,
Quanto tem a se arrepender?

Ei, você, garota!
Não estraga esta tua beleza
nestas fotos compradas.
És tão linda por si só,
que não deves borrar este teu sorriso
neste batom barato.
Não deixem que te perguntem
quanto vale tua pose;
este teu corpo.
Usa teus passos pra dançar.
Feche só teus olhos pra sonhar.
Não te enganes com estes elogios interessados.
Ei, você!
Sim, você, garota!
Solta este cabelo!
Jogue estes sapatos.
Estas roupas te odeiam;
te ofuscam.
Seja leve nestas ruas estreitas
ao ponto de enganar quem tanto te olha.
Não precisas, num só dia,
de tanta atenção de segunda.
Aqui já temos demais quem se vende
[por tão pouco.
Engana este mundo com um pouco
de simplicidade,
e verás que o mundo é teu erro.

Hei de ser longe… hei de ser novo a cada instante.
Eu me suporto como uma mão que ergue uma pena,
e se esforça em não perdê-la quando o vento vem.
É tão leve e desequilibrado viver,
que eu me perco em todas minhas vontades
e as torno em vontade de coisa alguma.
É que sou assim… livre.