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Se pensas em mim,
somente pensa e nada digas.
Não coloque meu nome em meio ao todo.
O todo não me agrada;
não me agrada o igual.
Não me agrada essas vozes graves
[sem harmonia.
Que não cantam na hora de cantar.
Que de belo nada dizem.
Que em atraso se calam com cessar.
Mas se não pensas em mim,
então tudo ficará como está.
Você lá,
eu cá da margem deste rio
que jamais muda seu rumo.
O rio é bravo.
O rio corre; tem orgulho.
E desse igual,
podem até gritar em chamar…
Mas sempre será você lá, eu cá!
Pois não haverá nenhuma voz
capaz de me fazer atravessar.

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Quem diz que ama, se engana.

Vem saudade…
é a saudade que lá de longe vem!
Vem espreita, calada
e coberta de razão.
Me encurrala toda fria
no canto da parede
sem pedir licença
e já me abrindo a mão.
Me puxa com leveza
pra levar-me assim,
voando, flutuando, sorrindo
pra perto de ti.
Não digo um não
e nem se quer
[peço explicação.
Só me calo diante da clareza,
que com toda certeza,
vou ficar no chão.

 

Você vê? Meus pés estão sorrindo. Estão orgulhosos por terem conseguido chegar aonde agora estão. Nāo foi preciso fé, deuses, e nem anjos alados para os carregarem. Foi só preciso força e coragem e um passo.
Você vê? Eles estão felizes!
E eu estou com eles…

Grato! Grato a ti, corpo!
Grato a ti, mente.
Tanto sei o quanto vale
cada sentimento.
Posso eu chorar,
machucar, sorrir
ou a saudade apertar.
Aproveito cada qual
assim como devido milagre.
Como demasiado humano,
sou a pureza da natureza.
Sou a embriaguez do coração
e quase sempre a liberdade estampada.
Se abraço a solidão,
é porque me tenho!
Tenho a mim,
meu corpo e minha mente.

Dê-me a tua mão,
Bela vida minha.
Pois é o coração
Que assim caminha
Bem leve; rendido
E assim calejado.
Já tão agredido
Que chora calado.

Eu tenho nas mãos
tantas migalhas de vida.
Daquelas tristes vidas
que se desfazem pelos amores.
E por apreço, tanto apreço,
não ei de limpá-las.

Pensa se toda mulher tivesse um poeta só para si. Que triste seria, tanta poesia pedida. Pois de longe, tantos rostos bonitos não fazem valer se quer uma canção. É nesse pensar – no merecer de uma poesia – que concluo que muitas vezes, não é o poeta que deve conquistar a mulher, e sim a mulher o poeta.

Minha promessa não é felicidade, é realidade.

Como me dói este coração que não é meu.

Eu gosto muito,
muito de ti.
Já te disse antes
tentando te fazer sorrir.
Mas você negou
sem ao menos perceber.
Que dói meu coração
gostar tanto de você.

Não há no mundo
beleza assim,
tão mais pura que a tua.
Diga-se de passagem
que a vida engana
e corações sofrem.
Mas, mulher!
Quem podes negar
teu sorriso?
Ensina-me devagarzinho
a saída da tua armadilha.
Sou errado neste instante
em tanto buscar isto teu,
que nunca será meu.
Mas que malvada
esta vida é.
Nos traz sem permissão
pra nos fazer sofrer.
Se meus lábios
falassem a lingua
dos teus,
ah, mulher.
Eu tentaria todo dia
te cantar as minhas cancões.
Talvez aquelas escritas
para amores perdidos.
Talvez aquelas que só falam
[de solidão.
Mesmo que na vaga
chance de ter,
eu estaria perdido por fim.
Pensa em mim,
que penso em você.
Pois a todo instante,
eu sei!
Eu sei que não há no mundo,
mulher,
beleza assim,
tão mais pura que a tua.