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‎”Quem muito amor dá, acaba ficando sem.”

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Ela voa, voa como ela só!
Êta criança louca,
que assim vai muito leve
e voa sem parar.
Ela voa, voa sem ter dó.
Arrasta aquele salto alto
na areia fina;
pinta a noite de vermelho.
Esfarela corações enquanto
bebe seu gole de perdão.
Ela voa, voa ainda que chora.
Quem não chora?
Ela é criança e não tem coração!
Quem tem coração?

Em quantos destinos já
[antes não andei?
De versos em versos cantados
e vielas passadas,
risquei meu nome em
[cantos quaisquer.
Já novo,
ou inapto ainda,
quase alcancei estrelas apagadas.
Num alcance distante para
braços curtos;
pequenas mãos,
pulei ao encontro deste
ou aquele amor.
Vulgarizaram!
Empoeiraram tais amores
dentro de arcas de liberdade.
E as chaves destes simples perfeitos,
vi serem jogadas ao chão
por pessoas iguais.

‎”Já não tenho o peso da posse
nem tão menos a preocupação de cuidar.
Eu me pertenço, me liberto e me renovo a cada dia,
que de longe eu quero ser dono de algo.”

So, let’s talk to the moon, girl!
Let’s dancing around mars.
Go and touch the sun
and fly with the stars.
Forget about the life
or about your dream.
I’ll be your knight
and you’ll be my queen.
The sky is yours,
not of god!
Catch these fuck’n clouds!
Can you see? I’m nodding!
We are the reason,
we are the only ones!
Time is just a season
and the ending comes.

Difícil ainda é entender, mesmo depois de tantos e tantos anos, depois de séculos de sofrimento, morte e pensamentos medievais,
pessoas ainda se pendem e contemplam a imagem de um homem crucificado, sangrando e de esperança, diga-se de passagem, vã. Contemplam aquilo da qual não fizeram parte, e sentem-se aliviadas, pois tal sofrimento é devido à um débito de pecados que ninguém cometeu.
E o mais triste, é que ainda sinto pena daquele homem, pois mesmo com o rosto de maior expressão possível de dor, as pessoas aindam dizem o quanto aquilo foi lindo. Lindo? Por favor… Sinônimo de vida não é a dor pendurada numa cruz; não é o passado desenhado nas folhas “sagradas” ou esculturas feitas a mão suja.
Está mais que na hora de aprenderem a dignificar a si mesmo. Contemplem tuas famílias,
tuas conquistas pessoais, teus amigos e tua saúde. Veja o mundo com a beleza que ele oferece sem a dor alheia estampada em todo canto.
Tenho a certeza, de que aquele homem, se hoje tivesse a consciência ainda viva, se sentiria envergonhado, ou até mesmo arrependido, por tanta gente ainda chorar pela sua dor. Tenho certeza, que nem se quer pensou ele ou pediu isso. E o pior é que dizem uns, que ele trouxe a palavra de paz. Ótimo, acredito que sim. Mas só me diga, que paz é essa? Essa que vocês sentem toda noite antes de dormir após um dia de desrespeito consigo mesmo e com todos a sua volta? De rebaixamento e negação do orgulho próprio como ser humano? A paz em ver tua família chorando pelo seus erros? A paz em pensar que é a morte do pobre homem que trará a salvação para suas vidas, enquanto teu prato tem comida e do teu “irmao” não? Ou aquela paz de poder orar e agradecer sem ao menos pensar em como pagar? Que paz medíocre é essa? Se gabam de seus ensinamentos religiosos, quando ao menos tentam pô-los em prática e se satisfazem só em dizer o nome de deus, esperando que no fim, o paraíso estará lá, de braços abertos esperando gente como vocês.
Não venho, de longe, tentar se quer mudar a fé de ninguém, mas me perdoem, eu sinto pena daquele homem, não por ter sofrido ou sangrado, mas por vocês. Pois se a história for essa mesmo, de que ele morreu por cada um de vocês, me perdoem, você nunca vão pagar essa dívida.

 

Londres, 03 de abril de 2012.

I thought that I was the reason
and much more than all this.
I was right,
‘cause now, it’s just a season
of a long way
and one cold kiss.