Vem, serenata!
Vem, música calma!
Sou todo descaso e bem esperto para uma criança.
Sou errante nas ruas,
Perdido no tempo.
Canta-te solidão!
Arranhe os braços de quem tanto te quer.
Já não tenho vergonha, susto ou frio.
Os copos cheio de noites me chamam.
As bocas vazias de palavras me beijam!

Quê quero mais eu?
Sou o espaço entre o tempo e o espaço… A valsa dos dedos trêmulos!
Sou a raiz da árvore seca enjoada de tanta água.
Ah! Quanta maldade se cria dentro de um sorriso, que mesmo sorrindo, eu deliro.
Só me dê tempo então.
Me dê tempo para esquecer como se esquece.
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