Pensa se toda mulher tivesse um poeta só para si. Que triste seria, tanta poesia pedida. Pois de longe, tantos rostos bonitos não fazem valer se quer uma canção. É nesse pensar – no merecer de uma poesia – que concluo que muitas vezes, não é o poeta que deve conquistar a mulher, e sim a mulher o poeta.

Anúncios

Minha promessa não é felicidade, é realidade.

Como me dói este coração que não é meu.

Eu gosto muito,
muito de ti.
Já te disse antes
tentando te fazer sorrir.
Mas você negou
sem ao menos perceber.
Que dói meu coração
gostar tanto de você.

Não há no mundo
beleza assim,
tão mais pura que a tua.
Diga-se de passagem
que a vida engana
e corações sofrem.
Mas, mulher!
Quem podes negar
teu sorriso?
Ensina-me devagarzinho
a saída da tua armadilha.
Sou errado neste instante
em tanto buscar isto teu,
que nunca será meu.
Mas que malvada
esta vida é.
Nos traz sem permissão
pra nos fazer sofrer.
Se meus lábios
falassem a lingua
dos teus,
ah, mulher.
Eu tentaria todo dia
te cantar as minhas cancões.
Talvez aquelas escritas
para amores perdidos.
Talvez aquelas que só falam
[de solidão.
Mesmo que na vaga
chance de ter,
eu estaria perdido por fim.
Pensa em mim,
que penso em você.
Pois a todo instante,
eu sei!
Eu sei que não há no mundo,
mulher,
beleza assim,
tão mais pura que a tua.

Eu sou assim,
de espírito livre.
Eu tenho a benção
e a permissão da vida.

Eu pouco me importaria
se agora o mundo acabasse.
Eu pouco teria,
se parar pra pensar,
pouco a me arrepender.
E o melhor, é?
Que se paro para pensar,
um segundo se quer,
eu me acabaria em risos.
Em fundos risos
para dizer:
– E você?,
Quanto tem a se arrepender?

Ei, você, garota!
Não estraga esta tua beleza
nestas fotos compradas.
És tão linda por si só,
que não deves borrar este teu sorriso
neste batom barato.
Não deixem que te perguntem
quanto vale tua pose;
este teu corpo.
Usa teus passos pra dançar.
Feche só teus olhos pra sonhar.
Não te enganes com estes elogios interessados.
Ei, você!
Sim, você, garota!
Solta este cabelo!
Jogue estes sapatos.
Estas roupas te odeiam;
te ofuscam.
Seja leve nestas ruas estreitas
ao ponto de enganar quem tanto te olha.
Não precisas, num só dia,
de tanta atenção de segunda.
Aqui já temos demais quem se vende
[por tão pouco.
Engana este mundo com um pouco
de simplicidade,
e verás que o mundo é teu erro.

Hei de ser longe… hei de ser novo a cada instante.
Eu me suporto como uma mão que ergue uma pena,
e se esforça em não perdê-la quando o vento vem.
É tão leve e desequilibrado viver,
que eu me perco em todas minhas vontades
e as torno em vontade de coisa alguma.
É que sou assim… livre.

Eu pulo de verso em verso
e não encontro nada.
Vida! Pouco mal lhe peço:
– Traz de volta minha amada!

Aparência demais anula a boa alma.

Eu já não tenho tanta maldade,
como assim já perdi quase toda bondade.
Tão alheio e desprendido,
que às vezes me esqueço até de mim.

Me alivia o coração em ver, nesses dias de hoje, populares e baratos, tanta gente consumindo imagem alheia, e eu conseguir me fazer de fora.

Mesmo assim,
perdido em meio a distância,
guardo esta minha saudade de ti
que é pra não te esquecer.
Não que eu não tente às vezes,
ou não force um adeus todo dia.
É que mesmo assim,
perdido em meio a solidão,
teu sorriso ainda se faz em mim.

Não! Não te arrependas; não te arrependas de nada. És assim, o que fizeste. E além do mais, eu odeio ter que perdoar.

Eu quero a paz escorrendo entre os dedos; quero a boca molhada de perdão.
Vou buscar, mesmo que me cansem as pernas e a alma, toda calmaria que me tiram.
E quando eu for longe o suficiente, eu não vou voltar.

Eu penso que não há amor.
Eu penso que se houvesse, tudo seria um tanto mais triste.

O que mais se vê, é gente agradecendo, agradecendo, sem pagar. Fácil é se sentir satisfeito, seja lá com o que for, vindo ou não dos “céus”, e ficar de mãos atadas enquanto há tanto de errado. Agradeça, mas faça! Faça! Só declarar méritos não eleva ninguém.

“Sou hoje, o passado mais feliz de tudo aquilo que agora já não é mais meu.”

Hoje, mesmo sendo e não sendo tarde, já é o dia em que começo a buscar só o que me faz bem. E percebi que para encontrar tudo o que me agrada, é preciso me desprender de muitas coisas; aquelas que me fazem mal, desagradam. Coisas como: lugares, manias, atitudes, conceitos e até pessoas. Eu sei, não que seja fácil se desvencilhar de tudo isso. Não que pessoas sejam descartáveis ou atitudes somem num piscar de olhos, mas é preciso tentar. Quero hoje o mínimo de preocupação ou desgosto. Não quero mais a decepção por esperar aquilo que não vem de mim. Não quero ter e perder. O que não é meu, me agrada em ser assim, e por isso levo comigo a conformidade de que muitas dessas coisas também já se desprenderam de mim. Há pessoas das quais eu não faço falta ou parte de sua vida. Tudo bem, estou aqui para isso. Essa é a graça da situação. O jogo funciona assim. E aos poucos eu sei que vou vivendo, construindo, destruindo, rasgando, sentindo e aprendendo. Pois o caminho é longo de mais para uma vida muito curta. E ninguém caminha ou se quer chega muito longe com as costas carregadas de tudo o que não faz bem.

E eu sei.
Eu chego lá…

 

 

 

Rafael Meck
Londres, 8 de novembro de 2011

“O que é simples, bem simples, faz o que é perfeito para mim.”

‎”Só quem tem o verdadeiro peso da vida dentro de si, conhece seu valor próprio.”

Não me preocupo em ser. Não me preocupo em estar. Eu só sou e estou sem me preocupar.

Você sabe, mãe.
Este meu amor é discreto.
Nunca precisei gritar aos ares,
ou se quer ensurdever ouvidos
com o que vem de mim e pertence a ti.
É que mesmo falho,
quieto e guardado,
este meu amor é teu;
só teu.
Você sabe, mãe.
Minha vida cabe a você;
meus passos são teus.
Este meu pensamento longe,
só busca o teu.
Meu coração se aperta a cada
segundo longe da tua fala,
do teu estar ao meu lado
sem precisar se esforçar em ser mãe.
Pois você é! A melhor que há!
És a mãe deste garoto perdido
que hoje busca o orgulho que lhe falta entregar.
Se estou longe,
é pra me encontrar.
E quando isto acontecer,
eu volto! Volto sim, mãe!
Meu lar é você!
Eu volto, pois de ti,
sou filho único.
Todos sabem,
que tenho minha casa pra olhar
e você pra cuidar.
Por toda minha vida.

Rafael Meck
Londres, 2 de novembro de 2011

Ah! Mas quanta saudade eu sinto.

Quanta falta me faz… Eu sei, eu sei.

 Eu volto e recupero tudo o que não é meu.

 Deixo ali descansando a me esperar. É que eu sei que você sabe, eu volto.

                                                                                   E é isso me faz ficar…

[palavra do dia;

recomeço

[visitas;

  • 6,829 visitas;

[twitter;

Erro: Twitter não está a responder. Por favor espere alguns minutos e recarregue esta página.

[Agenda;

Setembro 2017
D S T Q Q S S
« Out    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930